Em meio ao esgoto chamado República Bostocrática do Bananil, onde o funk, o mijo e a corrupção eram a santíssima trindade, surgiu um homem diferente.
Seu nome era Daniel Fraga.
Enquanto o resto da população rebolava feito macaco dopado ao som de TUMTATATUMTUMTA, Daniel tinha a audácia de usar o próprio cérebro. Ele filmava terreno abandonado, entulho nas ruas, corrupção e incompetência estatal sem medo de levar porrada.
Em 2011 ele já tinha levado quatro tiros na cabeça e sobreviveu. A Bostituição de 88, aquele papel histórico que foi passado na bunda de centenas de parlamentares, não serviu pra nada quando o assunto era proteger quem realmente tinha colhão.
Deputados, juízes, desembargadores e políticos de QI 83 começaram a cair em cima dele como urubu em carniça. Cidinha Campos, aquela parasita ancestral, tentou calar ele de todas as formas possíveis. Juízes corruptos, processos fajutos, censura, bloqueio de conta com míseros cinco reais e sessenta e vinte e seis centavos.
Daniel não recuava. Quanto mais batiam nele, mais ele avançava. Virou um verdadeiro espartano digital, só que no lugar de lança ele usava um canal no YouTube e no lugar de escudo ele usava pura cara de pau.
Ele denunciava juízes que ganhavam 70 mil por mês, expunha censura, explicava por que imposto é roubo, falava de Bitcoin quando a moeda valia 13 dólares e ainda humilhava publicamente todo mundo que tentava calar ele.
Até que um dia… ele simplesmente desapareceu.
Alguns dizem que o Estado finalmente conseguiu. Outros dizem que ele fugiu pro Paraguai. Mas a verdade é muito pior… ou muito melhor, dependendo do ponto de vista.
Em 2019, uma nave extraterrestre entrou na órbita do planeta. Os alienígenas vieram em missão de reconhecimento. Passaram meses escaneando toda a superfície terrestre atrás de vida inteligente.
Não encontraram nada.
Milhões e milhões de orangotangos de QI 83 rebolando, cheirando crack, cobrando taxa de proteção e passando papel na bunda. Até que o sensor da nave deu um sinal forte. Um único sinal.
Era Daniel Fraga.
Os extraterrestres ficaram chocados. Em meio a todo aquele mar de macacos de bunda suja, existia um único ser humano de verdade. Um homem que ainda pensava, que ainda tinha colhão, que não tinha se entregado à bostificação coletiva.
Eles desceram, pegaram Daniel Fraga e o levaram embora.
Dizem que até hoje, em algum lugar da galáxia, existe um ser humano livre, vivendo entre civilizações avançadas, finalmente longe do fedor de mijo, funk proibidão e deputados que limpam a bunda com a Constituição.
E no Bananil… o TUMTATATUMTUMTA continua tocando.